terça-feira, 21 de novembro de 2017

Sociologia das Organizações


Sociologia das Organizações é um ramo aplicado da Sociologia que se ocupa de analisar os aspectos sociológicos de organizações, isto é, de empresas, fundações, órgãos públicos e congêneres. O objetivo da Sociologia das Organizações é o estudo dos aspectos de uma sociedade que influem na organização e no desenvolvimento das organizações quanto prover uma melhor compreensão dos fenômenos que ocorrem dentro dela sob um ponto de vista sociológico.
O sociólogo Max Weber iniciou o estudo da Sociologia aplicado às organizações. Max Weber prognosticou a ascensão da burocracia como forma de se ordenar as relações humanas entre si e com a organização, propiciando que objetivos explícitos sejam atingidos. A burocracia, segundo Weber, é uma forma prescritiva de delegar responsabilidades e padronizar a comunicação de acordo com normas predefinidas e impessoais. Weber também saudava o desenvolvimento de leis de propriedade e de instituições de direito em seu tempo, criando o que seria o princípio do hoje denominado ambiente propício aos negócios e dos marcos regulatórios.
A visão de teóricos atuais das organizações, como Henry Mintzberg, discorda da weberiana por dar importância preponderante às relações interpessoais formadas no ambiente de trabalho e aos objetivos individuais dos participantes de uma organização. Para Mintzberg, a formação de grupos de interesse dentro da organização assim como subverte a ordem burocraticamente prevista, também transforma a própria burocracia à sua imagem quando de posse do poder para tanto. Anterior a Mintzberg é a visão de Michael Porter, que desdenha dos aspectos sociológicos da administração, pondo uma ênfase maior nas relações econômicas entre organizações como fatores preponderantes para sua formação e evolução.
Esta descrição sociológica das organizações, bem como todas as anteriores, sofrem fortes críticas de teóricos marxistas.
Incluso do estudo cientifico das funções da administração e gestão das empresas, destacou-se Henri Fayol, que distinguia unidades em funções específicas da empresa, como as funções técnicas, comerciais, contabilísticas, de segurança e administração, sendo as funções da administração o planejamento, organização, comando/liderança, coordenação e controle. Fayol defendia também a especialização das tarefas, para maior eficiência no trabalho, definindo também o aumento de autoridade e responsabilidade no trabalho, em conjunto com a disciplina.