quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Métodos de Pesquisa Aplicados às Áreas Administrativas



O planejamento de uma pesquisa depende tanto do problema a ser investigado, de sua natureza e situação espaço-temporal em que se encontra, quanto da natureza e nível de conhecimento do investigador.


Pesquisa Experimental

Neste tipo de pesquisa o investigador analisa o problema, constrói suas hipóteses e trabalha manipulando os possíveis fatores, as variáveis, que se referem ao fenômeno observado. A manipulação na quantidade e qualidade das variáveis proporciona o estudo da relação entre causas e efeitos de um determinado fenômeno, podendo-se controlar e avaliar os resultados dessas relações.

Pesquisa Descritiva não Experimental

Este modelo de pesquisa estuda as relações entre duas ou mais variáveis de um dado fenômeno sem manipulá-las. A pesquisa experimental cria e produz uma situação em condições específicas para analisar a relação entre variáveis à medida que essas variáveis se manifestam espontaneamente em fatos, situações e nas condições que já existem.

Pesquisa Exploratória

Nela não se trabalha com a relação entre as variáveis, mas com o levantamento da presença das variáveis e de sua caracterização quantitativa ou qualitativa. Seu objetivo fundamental é o de descrever ou caracterizar a natureza das variáveis que se quer conhecer.

Qualidades e habilidades para um pesquisador que quer realizar um estudo de caso:


  • Tolerância à ambiguidade  Para desenvolver um estudo de caso ‘qualitativo’ o pesquisador precisa antes de tudo ter uma enorme tolerância à ambiguidade, isto é, saber conviver com dúvidas e incertezas que são inerentes a essa abordagem de pesquisa. Ele tem que aceitar um esquema de trabalho aberto e flexível, em que as decisões são tomadas na medida e no momento em que se fazem necessárias. Não existem normas prontas sobre como proceder em cada situação específica e os critérios para seguir essa ou aquela direção são geralmente muito pouco óbvios;
  • Sensibilidade É preciso usar a sensibilidade especialmente na coleta de dados quando deve estar atento as variáveis relacionadas a todo contexto que está sendo estudado. Além disso, ele vai ter que recorrer a sua intuição, percepção e emoção para explorar o tanto quanto possível, os dados que vão sendo colhidos. Como no estudo de caso o instrumento principal é o pesquisador, um ser humano, as observações e análises estarão sendo filtradas pelos seus pontos de vista filosóficos, políticos, ideológicos.
  • Ser comunicativo Uma pessoa comunicativa é empática com os informantes, estabelece “rapport”, faz boas perguntas e ouve atentamente. A empatia vem sendo apontada há muito tempo como uma característica essencial dos pesquisadores que realizam trabalhos de campo. Ela se constitui num dos princípios básicos da fenomenologia, que está nas raízes das abordagens qualitativas. Segundo esse princípio o observador deve tentar se colocar no lugar do outro, para tentar entender melhor o que está dizendo, sentindo e pensando.

O sigilo das entrevista é também um elemento que garante uma maior confiança nos resultados da pesquisa.A possibilidade de acesso e controle do conteúdo por parte dos informantes é uma questão colocada em discussão, pois se de um lado pode garantir que o resultado seja mais próximo do real, por outro, pode significar cortes e mutilações das ideias, coisa que deve ser resolvida num processo de negociação com os participantes da pesquisa.



Fase de análise de dados a análise está presente nas várias fases da pesquisa, tornando-se sistemática e mais formal após o encerramento da coleta de dados. Desde o início do estudo são adotados os procedimentos analíticos, quando se procura verificar a pertinência das questões selecionadas frente as características específicas da situação estudada e são tomadas decisões nas áreas a serem mais exploradas.