segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Decisão de Financiamentos


O financiamento das atividades empresariais é realizado mediante o emprego de diferentes tipos de fundos obtidos externamente ou gerados no curso normal da operações. Uma classificação bem simples divide esses fundos em duas categorias: capital próprio e capital de terceiros.

O capital próprio é representado pelas contas que compõem o Patrimônio Líquido e o capital de terceiros corresponde aos saldos das contas do Passivo Circulante e do Exigível a Longo Prazo. Deste modo, no lado direito do Balanço Patrimonial encontra-se representada a estrutura financeira da empresa, constituída de recursos próprios que permanecerão indefinidamente na empresa e por obrigações vencíveis a curto e a longo prazos. Segundo a maioria dos autores a estrutura de capital da empresa corresponde à parte da estrutura financeira formada pelos recursos próprios e pelas exigibilidades de longo prazo.


Qualquer que seja a natureza de sua atividade operacional, uma empresa á avaliada como tomadora de duas grandes decisões: decisão de investimento - aplicação de recursos - e decisão de financiamento - captação de recursos.


Uma terceira decisão, envolvendo a alocação do resultado líquido da empresa, também conhecida por decisão de dividendos, é geralmente incluída na área de financiamento, por representar, em ultima análise, uma alternativa de financiar suas atividades.

Estas decisões são tomadas pelas empresas de forma contínua e inevitável. As decisões de investimento envolvem todo o processo de identificação, avaliação e seleção das alternativas de aplicações de recursos, conforme identificadas nos Ativos. As decisões de financiamento, por seu lado, envolvem a definição da natureza dos fundos aplicados, ou seja, a estrutura das fontes de capital demandadas pelas decisões de investimento.

As duas grandes áreas decisoriais da empresa devem ser apresentadas de maneira bastante integradas entre si. Enquanto as decisões de financiamento descrevem as taxas de retorno exigidas pelos detentores de capital, as oportunidades de investimento centram suas preocupações nos retornos esperados.Estabelece-se, em essência, um portfólio de oferta de fundos disponíveis para investimento e outro de alternativas de aplicação de valores, verificando-se uma relação inversa entre a taxa de retorno esperada e o custo de financiamento.

A integração descrita entre as áreas de decisão das empresas ocorre inclusive com a política de dividendos. Uma decisão de reter os lucros para reinvestimento implica, necessariamente, na avaliação de que o retorno gerado pela empresa supera ao ganho que o acionista poderia obter ao dispor de seus lucros. Logo, a reaplicação dos resultados líquidos pela empresa é economicamente melhor justificada quando o retorno prometido pelos negócios superar as taxas oferecidas por outras oportunidades equivalentes de investimento. Neste inter-relacionamento entre as decisões de investimentos e dividendos, é interessante observar que as oportunidades de aplicações de fundos dos investidores (pessoa física) não coincidem com as alternativas de investimento disponíveis às empresas.




A classificação no curto prazo de transações a vencer dentro de um ano é aceita universalmente, mas a delimitação dos períodos correspondentes ao médio e longo prazos varia de acordo com as circunstâncias. Em países desenvolvidos, o médio prazo pode atingir dez anos, porém em economias menos estáveis esse limite costuma ser de três ou cinco anos.