sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Sistema de Controle de Fluxo de Caixa


O que é?

Nas operações do dia a dia de uma empresa, a organização financeira é fundamental. Para isso o empresário conta com um instrumento básico de planejamento e controle financeiro, denominado fluxo de caixa. O objetivo dessa ferramenta é apurar e projetar o saldo disponível para que haja sempre capital de giro na empresa, para aplicação ou eventuais gastos.

Devem ser registrados todos os recebimentos (vendas à vista e a prazo e recebimento de duplicatas, entre outros) e todos os pagamentos (compras à vista e a prazo, pagamentos de duplicatas, pagamento de despesas e outros pagamentos) previstos, até o último pagamento e recebimento conhecido, ou o máximo de horizonte adequado às necessidades da empresa. 

Além disso, ao elaborar um fluxo de caixa, o empresário terá uma visão de presente e futuro. É uma excelente ferramenta para avaliar a disponibilidade de caixa e liquidez da empresa. Com essa tranquilidade, ele pode antecipar algumas decisões importantes como a redução de despesas sem o comprometimento do lucro, o planejamento de investimentos, a organização de promoções para desencalhe de estoque, o planejamento de solicitação de empréstimos, a negociação para uma dilatação de prazo com fornecedor e outras medidas para que possíveis dificuldades financeiras possam ser evitadas ou minimizadas.


Como fazer?

1. O resultado do fluxo de caixa é o saldo disponível (em dinheiro disponível no caixa, ou depositado em conta corrente nos bancos, etc.) apurado pela diferença entre o total do valor dos recebimentos e pagamentos efetivamente realizados em uma determinada data ou período. A estrutura para fluxo de caixa depende da natureza da empresa e também das necessidades dos gestores.

2. Inicie lançando no "contas a pagar" e “contas a receber” os compromissos já assumidos e valores a receber, já conhecidos ou facilmente estimados.

3. Estime sempre despesas ainda não lançadas no "contas a pagar", tais como impostos, contas de água, luz, folha de pagamento etc. Tente também conhecer a sazonalidade dessas contas, suas datas de vencimento e reajustes para melhor estimar.

4. Nas vendas à vista, utilize como base a média diária das vendas realizadas normalmente. Considere também os meses de movimento mais forte ou mais fraco para a média. Seja conservador nestas estimativas que serão muito facilitadas se for mantido um controle diário de receitas e despesas. Lembre-se: as despesas são quase sempre certas e as receitas quase nunca.

  • Recebimentos: Vendas à vista, vendas a prazo, em cheques (inclusive pré-datados) duplicatas, cartões, rendimentos de aplicações, e outros recebimentos.

  • Pagamentos: Fornecedores, despesas bancárias e financeiras, salários e encargos de funcionários, comunicação - telefonia, internet, correios etc. -, manutenções - equipamentos, veículos, prédios etc. -, retirada pró-labore - salários dos sócios que trabalham na empresa -, serviços de terceiros - contador, advocacia etc. -, impostos e contribuições, materiais - escritório, copa, limpeza etc. -, investimentos realizados, amortização de empréstimos e dividas.

O saldo final do fechamento de caixa deve corresponder ao valor dos recursos disponíveis no caixa da empresa ou depositados em contas corrente (banco).

De forma sintética podemos compor o fluxo de caixa da seguinte forma:

  • Faça o registro diário de entradas e saídas;
  • Projete os pagamentos e recebimentos futuros;
  • Analise o saldo diariamente e em períodos futuros;
  • Em situação deficitária, tome decisão sobre necessidade de capital de giro;
  • Em situação superavitária, tome decisão sobre investimento e aplicação do recurso.




No início do preenchimento de controles de fluxo de caixa, surgirão dificuldades para elaborar o controle. Mas em pouco tempo poderão ser sentidas a enorme ajuda e importância de tomar as decisões com base em previsões de entrada e saída de recursos.