domingo, 30 de dezembro de 2018

Marketing Político



O que é marketing político e qual a sua importância?

Você ainda se lembra de quem votou nas últimas eleições para deputado, governador, vereador ou prefeito? Acompanha diariamente o que seus representantes têm feito em seu nome?

Se não está a par das ações dos candidatos que escolheu, pode ser que você não se importe muito.

Mas a culpa também pode estar do outro lado: é possível que o seu candidato não saiba fazer marketing político.

Em poucas palavras, marketing político é um conjunto de técnicas de publicidade para manter ligar um político ao seu eleitorado. A ideia é permitir, através das suas estratégias, que um político específico possa se comunicar com o eleitorado que o elegeu e também conquistar mais votantes nas próximas eleições.

Sem boas ações de marketing político, não existe comunicação eficiente entre os políticos e os eleitores. Com isso, a população não fica ciente das propostas e intenções dos muitos candidatos e tem dificuldade de verificar o trabalho feito após a eleição.


A evolução do marketing político

Apesar de parecer um conceito novo, o marketing político começou a dar os seus primeiros passos junto à evolução tecnológica — mais precisamente após a invenção do rádio. Em 1925, o ditador italiano Benito Mussolini foi um dos primeiros a usar o aparelho para mobilizar a sociedade. Desde então, vários políticos divulgaram as suas ideias por meio do som, sendo que o carisma pessoal era uma das únicas armas que eles tinham.

Em 1952, contudo, o marketing teve uma virada radical. Nesse ano, o general norte-americano Dwight Eisenhower contratou uma agência publicitária para cuidar da sua campanha eleitoral. No Brasil, um dos pioneiros foi Prudente de Morais, que na década de 1980 já promovia algumas ações próprias do marketing. Naquela época, ele fazia comícios e viajava no lombo de burros para conquistar o voto da população. Além disso, o ex-presidente sempre levava consigo uma caderneta, com os endereços dos principais eleitores.

Getúlio Vargas é outro nome de destaque. Ele contratou um profissional de marketing — que, por sinal, fez estágio na Itália com os assessores de Mussolini — para cuidar de sua imagem.

Obviamente, nos últimos anos, o modo de propagar as ideias dos candidatos mudou radicalmente. Com a internet, os políticos ganharam uma nova aliada: as redes sociais. Entretanto, se usadas de maneira incorreta, elas podem atrapalhar ao invés de ajudar.


Quais são os tipos de marketing político?

O marketing político é divido em, pelo menos, três tipos:
  • Eleitoral, que é realizado no período da campanha eleitoral com dia e hora para início e fim, sendo utilizado por quem não possui mandato ou deseja se reeleger;
  • Pós-eleitoral, que é o uso permanente das ferramentas de comunicação por quem já possui um mandato, visando manter sua imagem associada a uma boa administração, objetivando a ampliação de seu poder;
  • Partidário, como o nome diz, trabalha a imagem dos partidos políticos.

Para simplificar, podemos dizer que a principal diferença entre os tipos é que o marketing político eleitoral acontece durante o período legal da campanha. Já os outros (partidário, pós e pré-eleitoral) deve ocorrer antes e depois dos 45 dias que antecedem as eleições.





O moderno cenário do marketing político oferece uma infinidade de oportunidades para se conectar com potenciais eleitores e moldar a opinião pública, incluindo telefonemas frios, campanhas por e-mail, folhetos de mala direta, anúncios de rádio, mídia social e aparições em talk shows.