quinta-feira, 28 de maio de 2020

As mulheres e o Mercado de Trabalho



Participação feminina no mercado de trabalho

Para falar do cenário atual para as mulheres no mercado de trabalho, precisamos voltar um pouco no tempo para entender o desenrolar da história. Vamos fazer um resumo rápido para facilitar, ok?

Podemos dizer que o industrialização, lá na década de 1940, foi o grande marco para as mulheres. Antes disso, aqui no Brasil, tomar conta da casa e das tarefas do lar eram as únicas atividades destinadas ao público feminino, já que a grande maioria precisava cuidar dos filhos e se mantinham sustentadas pelos maridos, uma realidade bem diferente da de hoje (ainda bem!).

Com o surgimento das indústrias, começou a faltar mão de obra e as mulheres foram chamadas para trabalhar, porém, recebendo salários mais baixos que os homens e, por isso, até priorizadas para as atividades do setor.

Embora as mulheres também tenham entrado para o setor industrial, os maridos continuavam a receber salários maiores e sendo os principais responsáveis por sustentarem a casa. Por isso, apesar dos empregos em indústrias terem sido bons para a inserção da mulher no mercado, foram eles também que fomentaram a diferença de salários entre os gêneros.

Em 1970, o movimento feminista tomou conta dos EUA e isso se refletiu no Brasil, de modo que as mulheres passaram a exercer mais consideradas um pouco mais importantes para a sociedade, como professoras, costureiras, atendentes de lojas etc.

A partir de então, a participação das mulheres no mercado de trabalho aumentou, mesmo que a passos bem lentos. O último dado apresentado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que, hoje, a participação feminina chega a 49,9% (perto dos 14% ocupados em 1950, é um avanço e tanto!).

Infelizmente, esse mesmo senso nos mostra uma estatística bem ruim: a quantidade de mulheres empregadas é menor comparada aos homens – em 1950, a porcentagem era de 80,8% e, em 2010, caiu para 67,1%. Os dados nos mostram que, apesar de muita luta e conquista femininas, a desigualdade de gêneros ainda é grande e isso reflete em cargos, salários e oportunidades de trabalho bastante discrepantes entre homens e mulheres, o que não se pode negar.

Posições

As mulheres, aqui no Brasil, passaram a participar mais do mercado nas últimas décadas e o número de trabalhadoras com a carteira de trabalho assinada dobrou. Mas só isso não basta: as posições ocupadas e o salário não evoluíram junto com esse número, havendo, ainda, uma diferença absurda entre homens e mulheres nesse contexto.

Podemos dizer que alguns cargos ainda são considerados típicos de serem ocupados somente por mulheres. Exemplo disso são as trabalhadoras domésticas – e, não coincidentemente, são elas que também possuem a menor remuneração do mercado.

Mas o problema se estende para outros ramos, como o da educação. Professores de ensino médio de escolas particulares, por exemplo, são homens em grande maioria e possuem os melhores salários. Nesse cenário, as mulheres ocupam mais escolas públicas e atuam na educação infantil e no ensino fundamental, com salário bem inferior.