quinta-feira, 28 de maio de 2020

O Código de Ética como Influenciador do Ambiente Interno das Organizações



O termo ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social. Uma pessoa que não segue a ética da sociedade a qual pertence é chamado de antiético, assim como o ato praticado.

Enquanto as inquietações com a esfera conceitual dos valores que regem o comportamento humano estão localizadas no âmbito da Ética, as questões práticas deste campo pertencem à esfera da Moral, que governa a alma de cada indivíduo. O Homem procura se basear, normalmente, em parâmetros socialmente aceitos, que lhe permitam conviver com as outras pessoas. Para tanto ele busca se guiar pelos conceitos que norteiam a prática dos valores positivos, das qualidades humanas.

As organizações só tomam decisões quando reconhecem que há um componente ético em um dado problema ou uma situação especifica. O primeiro passo para compreender a ética nos negócios, consiste em reconhecer que essas questões existem, é uma situação ou oportunidade que exige da empresa uma escolha entre vários cursos de ações que terão que ser avaliados como certos ou errados, ética ou antiética.

Muitas vezes as pessoas dentro de uma organização são submetidas a cumprir os deveres, sem ao menos saberem o que é certo e o que é errado, apenas se comportam como, mas não são éticos (MENDONÇA, 2003).

Toda organização é regida por um conjunto de normas, ou regras, que seria o código ético da empresa, onde os colaboradores internaliza e expressa como lei. Conforme afirma Faria (2001, p. 3).

A concepção de ética, moral e democracia nas organizações é sustentada por um discurso coerente com os princípios éticos e morais e com o exercício da democracia e da justiça, como a recusa às atitudes preconceituosas, desonestas, injustas e infiéis; e, por uma prática que, negando o discurso, estabelece atitudes diferentes, a referendar, conteúdos e comportamentos que o próprio discurso entende não éticos, de moral coercitiva e autoritária, os quais são observados e aceitos neste ambiente enquanto portadores de uma lógica competitiva, de sobrevivência e de esperteza.

De forma simplificada, pode-se definir o termo ética como sendo “um ramo da filosofia que lida com o que é moralmente bom ou mau, certo ou errado. Pode-se dizer também que ética e “filosofia moral” são sinônimos (LISBOA, 1997, p. 23). Uma definição particular diz:

Ética nos negócios é o estudo da forma pela quais normas morais pessoais se aplicam ás atividades e aos objetivos da empresa comercial. Não se trata de um padrão moral separado, mas de estudo de como o contexto dos negócios cria seus problemas próprios e exclusivos á pessoa moral que atua como gerente desse sistema (LISBOA, 1997, p. 25).

Ao falar de ética, estamos falando de nós mesmos, dos grupos dos quais participamos e da sociedade em que vivemos. Podemos analisar vários tipos de ética como, por exemplo:

Ética pessoal que diz respeito à ação individual. Ter ética é ter consciência ou caráter. É ter seus valores e princípios fundamentados nas suas convicções e particularidades.

Ética Pública (ou social) que diz respeito à responsabilidade da sociedade como um todo pelo bem comum.

Ética Profissional que diz respeito à forma particular de agir da pessoa em sua atividade profissional em benefício da comunidade a que pertence.

Ética do consenso é um conjunto de práticas exercidas pelo individuo com a consciência de sua inclusão social, em seus múltiplos papéis e funções, objetivando a sua realização pessoal. Para a ética do consenso, só há aperfeiçoamento, quando surgem resultados proveitosos para si, com um mínimo de prejuízo para o outro, havendo um máximo de melhoria na vida alheia.